Dissídio de greve dos metroviários irá a julgamento pelo TRT-10

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O Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região (TRT-10) deu continuidade ao procedimento de mediação entre o Sindicato dos Metroviários do DF e a Companhia do Metropolitano do DF (Metrô/DF), na manhã desta segunda-feira (10). Na reunião, as partes não avançaram nas negociações e, com isso, o dissídio coletivo de greve ajuizado pela empresa na última quinta (6) deve ir a julgamento pela Corte. Como os representantes da empresa e do Governo do Distrito Federal disseram que não têm possibilidade de negociar os pontos da pauta de reivindicações da categoria, o Sindicato não acolheu a proposta de suspender a greve.

Na última quinta-feira (6), a presidente do TRT-10, desembargadora Maria Regina Machado Guimarães, propôs que a empresa fizesse a devolução dos valores descontados dos servidores em razão dos dias parados, e deixasse de efetuar novos descontos, e que, em contrapartida, o Sindicato suspendesse o movimento paredista enquanto prosseguissem as negociações.

Presentes à audiência, a direção do Metro afirmou que acolhia a proposta mas que não havia condições de negociar os demais pontos da pauta de reivindicações. De acordo com representantes do governo do DF também presentes ao encontro, a situação financeira atual do DF está muito complicada e não tem como o governo se comprometer com esse gasto.

Diante da posição do GDF e do Metrô/DF, no sentido de que não há possibilidade de evoluir nas negociações, os representantes do Sindicato ressaltaram que não havia como acolher a proposta da Presidência do Tribunal, e que o sentimento da categoria é de que a única solução é aguardar o julgamento do dissídio pelo TRT-10.

Como não houve avanços e com o intuito de dar celeridade ao processo, a presidente do TRT-10 sugeriu converter a audiência desta segunda-feira já em audiência de conciliação do Dissídio Coletivo de Greve (já ajuizado pelo Metro-DF última quinta), com conclusão de que se esgotaram, sem sucesso, as tratativas conciliatórias, o que foi anuído pelas partes. A presidente fixou prazo até o dia 17 para o Sindicato apresentar defesa. Na sequência, os autos deverão ser encaminhados ao MPT para emissão de parecer e, ato contínuo, distribuídos e conclusos ao relator.

(Mauro Burlamaqui)

Processo nº 0000309-56.2019.5.10.0000



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